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Diversidade

A importância da Internet das Coisas para as Startups

Cada vez mais startups, num número cada vez maior de mercados estão a usufruir da tecnologia da Internet das Coisas.

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Anne Field
Anne Field

À medida que a Internet das Coisas se torna mais popular – e que faz parte de uma fatia cada vez maior da forma como o mundo trabalha – são mais as startups que estão a incorporar esta tecnologia nas suas plataformas. Dispositivos wearable para alívio de dores. Monitorização de animais de estimação. Controlo remoto de temperatura. Basta pensar num mercado e surge provavelmente uma empresa tecnológica recém-criada a usar as potencialidades da Internet das Coisas para recolher esse mesmo mercado.

Vejamos três startups que estão a usar a tecnologia para fins bastante variados:

Prevenção de incêndios catastróficos em bairros de lata

Em 2013, irromperam três grandes incêndios em bairros de lata na Cidade do Cabo, na África do Sul – conhecidos como ocupação clandestina – desalojando 5.000 pessoas num dia. Quando isso aconteceu, François Petousis, um estudante de engenharia da Universidade da Cidade do Cabo, estava a trabalhar numa tese sobre projetos low cost de deteção de incêndios baseando-se em sensores. Impressionados pelo desastre, ele e uma pequena equipa começaram a trabalhar para comercializar o conceito da sua tese.

Neste momento, a sua empresa, Lumkani, vende uns monitores de deteção de calor de fácil instalação que são capazes de comunicar com dispositivos semelhantes em casas vizinhas através de rádio frequências, alertando os residentes se existe um incêndio nas suas casas ou perto das mesmas. O sistema deteta calor e, uma vez que nas habitações clandestinas por norma se cozinha maioritariamente com fogo, isso faz com que se gere bastante fumo durante o dia a dia nessas regiões.

Por casa 100 agregados, existe um dispositivo central que fica instalado no topo de uma residência localizada no centro. Esse dispositivo não só envia mensagens de texto para a comunidade e as coordenadas de GPS do local do incêndio para os números de emergência como também recolhe dados sobre fatores como a hora do dia e o clima para serem analisados mais tarde.

Estes sistemas são especialmente importantes em “bairros de lata”. Os incêndios podem espalhar-se rapidamente, pelo que alertar imediatamente os moradores é essencial para evitar uma tragédia. “A comunidade pode mobilizar-se para enfrentar este problema,” afirma David Gluckman, um dos quatro membros a tempo inteiro da equipa que se juntou em 2014. “Assistimos a uma enorme diminuição de mortes em locais que usam esta tecnologia.” De acordo com Gluckman, ele sabe que cerca de 20 incêndios foram controlados graças a este dispositivo, e muitos mais foram parados no seu início.

A empresa tem neste momento cerca de 6.000 clientes. Quer a sua equipa quer a rede de ONGs locais odem distribuir este dispositivo e explicar aos moradores como o instalar. Próximo passo: exportar para outros mercados, como Oeste de África e Índia, assim como os Estados Unidos.

Conectar cada pequena coisa

Nem sempre é fácil para os típicos consumidores de tecnologia, experientes e conectados. Claro que podem ser capazes de controlar a temperatura das suas casas remotamente e rastrear quantos passos podem dar durante cada dia mas, conectar todos esses recursos com outros serviços online, usando-os juntos sem problemas, é outra questão. Da mesma forma, os programadores devem lidar com uma infinidade de definições e fabricantes. “É uma desordem,” diz o empresário e veterano de indústria tecnológica Dave Evans, que também é um antigo responsável de tecnologia da Cisco.

Com isso em mente, há dois anos atrás, fundámos a Stringify, uma startup com o objetivo facilitar a utilização de múltiplos recursos e serviços online em diferentes combinações, independentemente do fabricante.

Talvez precise de ter a certeza que, dois minutos antes de entrar a casa, a sua porta de casa está destrancada e luzes da sua sala estão ligadas. Ou, quando está perto de uma cidade em particular, deve querer ver restaurantes chineses de quatro a cinco estrelas, perto do Hotel onde está hospedado. Na linguagem Stringify, estes triggers e ações são chamados de fluxos. E o que quer que seja que queira fazer, pode procurar em cerca de 250 opções disponíveis no Nest to Yelp, e depois definer uma linha para definer as ligações entre as seleções feitas e agendar as atividades. Os clientes que precisam de inspiração podem visitar o site, onde existem milhares de ideias para ler.

Por agora, de acordo com Evans, a empresa não está a divulgar o seu modelo. Mas criou uma almofada de 9,3 milhões de dólares no ano passado a partir de um grupo de empresas de capitais de risco e investidores privados.

Dispositivos para alívio de dor

Nos anos 70, os cientistas introduziram uma tecnologia chamada Estimulação elétrica nervosa transcutânea (TENS). Pequenos sinais elétricos são transmitidos através da pele para o nervo, acabando por bloquear sinais de dor antes que os mesmos cheguem ao cérebro, assim como as endorfinas, libertando no corpo produtos químicos naturais de luta contra o desconforto. No entanto eles não são portáteis e requerem bastantes ligações.

Surge a iTENS, uma spin-off recente da Akron, uma empresa do Ohio especializada em tecnologias de gestão de dor. Vende um dispositivo sem fios que gere a dor, através de uma aplicação que usa a tecnologia TENS para bloquear a dor.

Como é que funciona? Enfia-se um dispositivo pequeno, fino, plano e em forma de borboleta, no corpo, onde quer que seja o ponto da dor, com um emplastro de gel reutilizável que conduz então a corrente para o nervo, o produto está conectado a uma aplicação no seu smartphone. Pode escolher de entre uma variedade de configurações que controlam fatores como a parte do corpo envolvida e a doença específica, fazendo os ajustes necessários.

“Pode ligar e desligar consoante o estado de saúde e condição e feedback recebido” afirma Josh Lefkovitz, CEO e fundador.

Também pode ainda introduzir os seus níveis de dor para determinar o grau de alívio, e rastrear os resultados. Normalmente, o desconforto volta quando se remove o dispositivo, mas por vezes pode experienciar-se um alívio mais longo, de acordo com Lefkovitz. Ele já usou o dispositivo para o ajudar com o desconforto da parte de trás da sua perna, que ele tinha no alongamento que fazia depois das suas corridas de rotina, combinando com aplicação de gelo. “Com gestão da dor, nunca é necessário ter uma bala de prata”, afirma.

Ele planeia vender o iTENS em farmácias, retalhistas online e empresas de venda por catálogo, por 99,99 dólares.

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Os conteúdos e opiniões neste artigo são independentes e podem não representar necessariamente a visão da Cisco. São apresentados com o intuito de encorajar uma continuação de conversas constantes sobre tecnologias inovadoras. Pode reutilizar, e divulgar o conteúdo do “The Network”. Créditos: Publicado com a autorização de http://thenetwork.cisco.com/

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