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Como a Internet das Coisas está a ajudar na crise de lixo

Como os sensores e as plataformas estão a medir os resíduos.

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Como os sensores e as plataformas estão a medir os resíduos.

Qualquer pessoa que mantenha o controle de quantas coisas são atiradas para o caixote do lixo todos os dias, está ciente de quantos resíduos se geram. Isto não é uma atividade divertida em que se queira envolver, e vamos assumir – a maioria das pessoas não mede a quantidade dos seus resíduos, nem sequer os controlam. Em algumas partes do mundo como a Índia ou o Líbano, isto está a propagar uma crise de lixo, que é a causa do excessivo número de problemas ambientais e problemas de saúde pública.

De acordo com Annenberg Learner, uma divisão da Fundação Annenberg, em cada ano, os Estados Unidos geram 230 milhões de “lixo” – cerca de 2,1kg por pessoa por dia. Menos de um quarto desse mesmo lixo é reciclado. O resto é queimado ou enterrado em depósitos de resíduos. O centro de Sustentabilidade e Comércio da Universidade Duke relatou que os aterros de resíduos municipais são a segunda maior fonte de emissão de metano nos Estados Unidos. O metano é o segundo gás do efeito estufa com maior prevalência, lançado nos Estados Unidos.

Mas a desgraça e melancolia não resultam apenas desta situação do lixo. Como acontece num conjunto de outras indústrias, as soluções de gestão de lixo estão a ser melhoradas, digitizadas, e feitas de maneira a serem mais eficientes graças à universalidade da Internet das Coisas. Abaixo encontram-se algumas iniciativas de gestão de resíduos que trazem gestão de resíduos que transformam soluções de gestão de resíduos low-tech em high-tech.

A solução da smart city Urbiotica, sedeada em Barcelona, tem atualmente instalados sensores de gestão de resíduos em contentores de resíduos em Barcelona, Maiorca, Figueres, Guadalajara, Ashdod (Israel) e está a começar em alguns navegadores em França, Macedónia, Argentina, Chile e Brasil.

Como funciona

Está instalado um sensor M2M sem fios e autónomo na tampa do contentor. O sensor mede o nível de enchimento do contentor usando uma tecnologia ultra-som, e vai transmitindo periodicamente toda a informação para a plataforma de software da Urbiotica, onde os dados são processados e distribuídos para uma aplicação de terceiros onde a otimização de planeamento é realizada.

A responsável de marketing e comunicação da Urbiotica, Tânia José, afirma que as poupanças que as cidades conseguem por implementação de tecnologia no serviço de recolha de resíduos depende da frequência de geração dos mesmos.

Nestes cenários quando há necessidade de esvaziar caixotes todos os dias, o sensor não processa informação para otimizar o serviço e, portanto, não seria obtido nenhum benefício. Todavia nestes sistemas de recolha de resíduos onde a frequência da geração de resíduos é mais lenta e variável, faz sentido usar a tecnologia de gestão de resíduos da Urbiotica.

“Claro que também existem alguns benefícios não monetários na implementação da nossa solução de recolha de resíduos.”, afirma José. “A otimização de rota irá reduzir o número de viagens de camiões logo, será gerado menos trânsito e serão libertadas menos emissões poluentes.”

Só em Barcelona são esperados mais de 4 mil milhões de euros em poupanças nos próximos dez anos devido à adoção de tecnologia de gestão de resíduos baseada na Internet das Coisas.

Na Holanda, a empresa de gestão de resíduos, Rova, coloca os contentores de lixo online e recolhe dados sobre quantas vezes os mesmos são utilizados e quais são os seus níveis de resíduos. De seguida, a empresa analisa milhares de dados de inúmeros sensores, GPS, dispositivos inteligentes e RFID. De acordo com a empresa a informação digitizada previne ineficiências no processo de gestão de resíduos e já salvou 20% de custos operacionais.

Apesar da Holanda ser um dos países lider no que diz respeito a reciclagem, a sua população está permanentemente a tentar melhorar as suas estatísticas de reciclagem.

Os sensores da Internet das coisas podem ser ainda usados para rastrear itens reciclados. No final, fazer algo de forma mais eficiente significa que o processo e os resultados necessitam de ser quantificados.

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